domingo, 16 de outubro de 2016

Colocando a Lei de Atração em prática #1

Hoje eu acordei no gás pra voltar a seguir e a testar a Lei de Atração e todos os mecanismos ligados a ela.
Refiz meu quadro de metas/visualização e aprendi que o interessante é focar uma área específica, e não tudo ao mesmo tempo como sempre queremos. A área que escolhi foi o amor, o campo afetivo, que já é o ponto que minha psicóloga e eu estamos trabalhando da terapia e é também o ponto forte que o Esquema do Abandono ajuda a avacalhar.

Sendo assim, fiz um mini mapa mental ilustrando o amor e as sensações e emoções ligadas a ele. Lembrando que o foco nunca pode ser na falta, e sim a vibração de completude, sentindo que já possuo e vivo todos esses sentimentos verdadeiramente num relacionamento.

Então, decidi me desafiar durante um mês. Sendo assim, vou tentar mentalizar todas essas coisas pra valer até o dia 16 de novembro. Pois, segundo a Programação Neurolinguística, o cérebro precisa de 21 a 28 dias consecutivos para tornar uma nova crença verdade. Isso era algo que eu já sabia há uns 2 anos, mas nunca consegui colocar verdadeiramente em prática. Então, resolvi aproveitar tudo ao mesmo tempo para fazer isso e realmente tentar levar até o fim.

Vou aproveitar também e agregar a isso a leitura do livro "A Magia", da Rhonda Byrne, e as atividades propostas na obra, porque na primeira vez em que tentei fazer, consegui ir só até o 7º dia (o livro propõe praticar os exercícios por exatamente por 28 dias). O foco do livro é a gratidão, então vou direcionar tudo pro campo afetivo. :)

Segue abaixo o mapa mental que fiz e também o planejamento para esta semana, até o dia 22 de outubro. Vamos que vamoooos!! :***

Mapa mental - Campo a ser trabalhado: amor


Planejamento - Semana 1



Mantra #5

"Eu sou a melhor coisa que pode acontecer na vida de alguém."

sábado, 15 de outubro de 2016

Flávia = amor

Oi, meu nome é Flávia. E eu estou vencendo o abandono. <3

Sobre o caos (mais do mesmo)

Eu não sei como vocês se sentem quando são rejeitados ou quando um amor não dá certo, mas eu posso dizer como eu sempre me senti a vida inteira: com vontade de morrer.

No sábado passado, como eu contei rapidamente aqui,  fui no casamento de uma amiga minha, e isso me ajudou a ressignificar algumas noções importantes que estavam quebradas em mim por inúmeras razões que envolvem minhas crenças péssimas sobre relacionamentos, as construções dos meus Esquemas, as minhas vivências afetivas, a formação da minha personalidade no meio do caos e várias outras coisas que estou, bravamente, tentando quebrar e reconstruir comigo mesma.

Por  que eu estou falando sobre isso?  Porque hoje eu precisei enviar uma mensagem pra pessoa com a qual eu estava me relacionando há quase um mês. Precisei cancelar nossas aulas. Não expliquei o motivo, mas a verdade mesmo é que minha saúde emocional fragilizada ainda não me permite ficar perto dele sem querê-lo por completo ou sem ficar triste por não ter dado certo. Ainda mais sendo ele o homem que é.
Conversar com ele hoje me abalou um pouco, porque eu esperava que me respondesse fria e curtamente pra que isso tudo terminasse logo, mas, para a minha surpresa (e desespero), ele foi a mesma pessoa maravilhosa de sempre. Eu não aguentei: desabei na hora. Chorei. Ainda estou um pouco triste, porque eu me pergunto quando é que essa coisa toda de amor um dia vai ser possível pra mim.  E porque na minha cabeça eu sei que estou perdendo uma pessoa ótima, mas que não pode ser pra dar certo comigo, porque às vezes a vida é assim mesmo.

Eu queria poder falar pra ele tudo o que eu senti nesse tempo em que estivemos juntos e o tanto de enfrentamento que eu fiz pra estar inteira a cada dia ao lado dele. Ainda que tenham sido poucos dias, por pouco tempo. Mas eu fiz o meu melhor pra mim mesma. Eu fiz o bom combate.  E mesmo que a minha emoção insista em dizer que eu perdi, uma parte consciente de mim está orgulhosa pela minha coragem. Até mesmo por ter desobedecido à minha psicóloga maravilhosa por acreditar que o amor pudesse ser possível de novo dentro de mim.
Essa mesma parte consciente me diz que eu dei o meu melhor e que foi muito, foi importante. E que está ainda mais orgulhosa por ter terminado com tudo assim que percebi que as coisas já não estavam indo bem. A percepção de que eu não estava mais me sentindo entusiasmada com os nossos dias veio rápido e, com uma semana e meia! Eu respirei fundo, chamei ele pra conversar e terminamos. Partiu de mim. Com uma semana e meia. Tempo recorde pra eu tomar coragem pra fazer isso. Uma vitória, que eu não tinha tido tempo ainda de perceber o quão grande ela é.

Logo após isso eu tombei, fui pro chão de novo. Entre oscilações de depressão, ansiedade, caos,  eu busquei, mais uma vez, sobreviver à rejeição. Àquilo que não é pra ser. Busquei a sobrevivência em perguntar chorando, angustiada, mais uma vez,  pro Senhor: "Meu Deus, quando vai dar certo? Eu tenho merecido isso tudo há tanto tempo. Por que vai tirar de mim de novo?".  E eu mergulhei de novo na minha boa e velha escuridão.
Porém, dessa vez havia diferenças significativas:

1. As crises de ansiedade foram drasticamente menores. Acho que relacionadas ao término,  tive apenas duas. Tive mesmo foi muita tristeza, mas percebi que, finalmente, eu estava aprendendo a viver o luto de verdade.
2. Fiz absolutamente tudo o que eu podia pra ficar bem. Tudo mesmo. Juntei meditação com Yoga com Pilates com tapping com tudo. Clamei por socorro, desabafei, contei pros meus amigos como eu me sentia; pela primeira vez eu compartilhei a minha dor.  Eu chorei na frente de alguém, demonstrei fraqueza e fui tentando me curar. Eu lutei como nunca tinha lutado antes pra ficar bem. E vou continuar lutando.

Hoje, como tive contato com ele, o gatilho da tristeza foi ativado, não teve jeito. Mas eu preciso muito que você saiba, Esquema do Abandono, que a gente precisa fazer as pazes, a gente precisa perceber que não tem abandono nenhum se nos damos as mãos. Se você aprende a não me massacrar pelos meus erros e eu aprendo a te aceitar.
Eu sei que ainda tá difícil, Esqueminha, que estamos apavorados, que ainda temos dificuldades em lidar com a rejeição, com a dor da falta, que a gente não consegue entender direito essa depressão forte que se assola sobre nós, esses choros compulsivos que me acompanham desde os iniciais anos de vida. Eu sei,  meu bem, que tá pesado, sempre foi duro demais. Mas eu tenho, principalmente, uma certeza absurda de que não há outro caminho de cura pra nós que não seja o amor.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

I loveeeee meee (so much!!!) :D

Passando só pra dizer que hoje teve:


  • Corrida/caminhada
  • Yoga
  • Pilates


aaaaaaaaand

agora, depois dessas dores musculares todas acumuladas, hahahaha, só me resta meditar!  *-----------*

SÓ ME RESTA DIZER QUE EU TENHO ME CURADO DAS MANEIRAS MAIS BONITAS DO MUNDOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

EU PRECISO GRITAAAAAAAAAAAAAAAAAAAR BEEMMM ALTOOOOOOOOOOO:


GRATIDÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, MEU DEUS, POR ME AMAR TANTO! <3

Caminhada/corrida como cura pro abandono

Hoje, depois de uns dois meses parada, eu voltei a caminhar. Sei que ainda não vou conseguir manter por causa da correria da faculdade, mas foi muito maravilhoso poder ir pra pista de corrida novamente. *---------*

Só de colocar os pés no chão de novo o coração já agradece, o corpo volta a sorrir, a mente se eleva e meu espírito se expande. É muita mágica junta! <3

(Obrigada, Senhor, por me mostrar possibilidades de cura tão bonitas)

Mantra #4

"Namastê."



segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Dias de luta

Hoje, mais uma vez, foi um dia um pouco difícil. Pedi ajuda de novo, pedi socorro pra uma de minhas amigas maravilhosas, que também me acolheu. <3
 Eu tenho me apoiado do jeito que eu posso pra ficar bem. Tenho feito de tudo pra não me machucar e lidar com tudo isso de uma maneira melhor.

Às vezes bate uma culpa, pois sei que estou passando por isso de novo por não ter escutado minha psicóloga. Mas, enquanto conversava com a minha amiga, percebi que ter enfrentado esse pseudo relacionamento teve seu lado bom. Não em relação a ele, mas em relação a mim mesma. A todos os bons combates que fiz, mesmo fracassando agora no final. Aos meus enfrentamentos.

Eu ainda tenho uma certa dificuldade em lidar com essa coisa do que é dar certo em um relacionamento, pois são muitas frustrações acumuladas ao longo dos anos, desde pequena. Muitas coisas internas desorganizadas. Eu realmente não vejo a hora de ter paz.

Às vezes dá uma vontade de desaparecer. Aí eu lembro que prometi pra mim mesma que nunca mais ia desistir de mim. E não tenho desistido. Mas tem dia que dá muita vontade. Tipo hoje. :(

Vou assistir a alguns vídeos aqui pra ver se a vibe melhora. Hoje fiz Yoga cedinho e tentei uma nova técnica chamada EFT. Depois eu explico o que é. 

:*

domingo, 9 de outubro de 2016

Domingo, procrastinação e luta

Os domingos têm sido difíceis pra mim. 
Hoje, mais uma vez, passei o domingo inteiro dormindo e rolando de um lado pro outro na cama. Não fiz nada da faculdade, absolutamente nada.
No fim da tarde saí com dois amigos meus pra tomar açaí e foi só colocar os pés em casa de novo que a crise veio. O choro, o soluço, a depressão, a sensação de fracasso, o desespero.

Nisso, um outro amigo meu me chamou no WhatsApp pra saber como eu estava, pois na sexta-feira avisei geral na rede social que não estava bem (eu realmente estou aprendendo a pedir ajuda, a pedir colo pros meus amigos ao invés de apenas oferecer).
Então, hoje, no meio de mais uma crise de ansiedade, eu me abri. Desabafei, falei como me sinto sobre a vida, sobre as coisas, sobre a ansiedade, sobre o medo, sobre tudo, sobre a falta, sobre os amores que sempre dão errado, sobre a minha dificuldade em lidar com a frustração, sobre o desespero, sobre tudo. Chorei e abri meu coração. Pra minha surpresa, somos muito parecidos emocionalmente, mais do que imaginávamos. Isso gerou ainda mais intimidade pra nossa relação, quem diria, né?

Lutar contra o Esquema, contra essa depressão e desânimo que me invade de vez em quando, tem sido uma surpresa. Tem sido um dos maiores desafios da minha vida. Eu tenho caído e me escorado pra me levantar. Em alguns momentos eu acho que não vou conseguir, mas aí eu vou me escorando na parede pra me levantar de novo. Eu converso com o meu corpo e vou falando pra ele que vai passar, que ele é forte e vai aguentar bravamente, como ele tem feito desde quando eu nasci.

No fim das contas, meu amigo e eu nos redescobrimos. Ter angústias em comum também é um jeito de nos sentirmos humanos e preenchidos. É deixar o abandono um pouco menor. Ele me ajudou muito, muito mesmo. Eu nem sei como agradecer a Deus pelos amigos que eu tenho. Por todo esse amor. Gratidão profunda.

Agora vamos ali lidar com a culpa gerada pela procrastinação e pelo caos. Que Deus me ajude.

A cura #2

Acho que a cura do abandono tem a ver com o reencontro comigo mesma.
O abandono é o exílio de mim mesma.
Acho que já estava/estou no caminho certo. Não posso desistir.
Não vou desistir de mim. :)

A cura #1

Ontem/Hoje a cura foi o Yoga.
Foi almoçar com minha mãe e o meu padrasto.
Foi dormir um pouco à tarde e descansar.
Foi ter ido ao casamento de uma grande amiga e ter renovado votos de esperança com o meu coração.
Foi ter dançado até morrer de tanta alegria.
Foi ter sido eu mesma mais uma vez.
Foi ter ido ao Santê depois do casamento e rir muito com outra grande amiga.
Foi chegar em casa e tomar o melhor banho do mundo.
Foi tomar banho ouvindo The Cure. *----*
Foi voltar pra minha paz.
Ôh, Senhor, foi voltar pra minha paz. 

(Uma oração: que meus dias voltem a ser infinitos e cheios de luz como é a luz do universo sobre mim. Amém)

sábado, 8 de outubro de 2016

Yoga como agente de cura pro abandono

Eu comecei a fazer Yoga em julho, nas férias da faculdade. 
Mas nunca fui muito assídua, fazia alguns dias, aí parava, aí fazia de novo, parava e foi assim. Acho que em setembro eu quase não fiz, e agora, neste mês, eu voltei a praticar.

A minha professora incrível se chama Priscila Leite. Ela tem um canal no Youtube, e eu faço as aulas on-line, assistindo aos vídeos do seu canal. E eu preciso dizer que a existência da Pri é um presente divino, porque as aulas dela, desde o início, têm mudado muitas coisas em mim, inclusive me ajudando muito no Pilates.
Desde que comecei a praticar Yoga, minha consciência e concentração no Pilates melhoram muito. Minha respiração melhorou, e consigo também me sentir presente durante a prática. Consigo me sentir inteira, consigo me sentir calma e concentrada.

Inicialmente, para lidar com a frustração, eu me propus a fazer apenas 10 minutinhos por dia de Yoga. Aí, eu ia assistindo aos vídeos da Pri aos poucos. Às vezes levava uma semana num vídeo só, até finalizá-lo. Depois eu descobri um vídeo de Yoga restaurativa e fiz durante muito tempo apenas esse vídeo, um pouco para me acalmar e me restaurar energeticamente mesmo, mas também porque estava com um pouco de preguiça de fazer as asanas (geralmente faço Yoga à noite, antes de dormir). O importante era que eu estava fazendo.

Agora, desta semana pra cá, eu voltei pro Yoga com mais dedicação. Nesta semana, duas vezes, eu fiz 40 minutos de prática, coisa que nunca tinha acontecido. Aos pouquinhos eu já estava fazendo uns 15, 20 minutos nos dias em que eu praticava, já aumentando um pouco o tempo estabelecido inicialmente.

As coisas que mais tenho aprendido com o Yoga é sobre limites, sobre estar presente e sobre não desistir.
Sobre respeitar os nossos próprios limites, não só do corpo, mas da mente, do espírito. Porque às vezes nós somos tão competitivos e queremos ultrapassar nossos limites o tempo todo que não respeitamos o que o nosso corpo e as nossas emoções têm pra nos dizer.

Sobre estar presente, porque à medida que vou fazendo as asanas, até os incômodos posturais e musculares nos fazem focar no presente. É algo que tenho aprendido com o Pilates também: a dor nos colocar no momento presente, faz com que estejamos aqui e agora. E talvez essa seja uma das mais bonitas metáforas que eu posso tirar de tudo isso que tenho passado nos últimos tempos, sobre a minha luta. Do ponto em que a dor pode ser minha amiga.

Sobre não desistir, porque eu percebi que o que importa não são os dias em que não pratico Yoga, mas todas as vezes em que eu volto pra prática. Não são os dias em que eu não faço, mas são os dias em que não desisto e insisto e respiro e devolvo o Yoga pra minha vida como o meu presente divino. Meu fôlego diário.

O Yoga também faz com que eu seja presença pra mim mesma, ajudando a superar o abandono. Acho que aos poucos eu estou encontrando caminhos bons pra lidar com o meu Esquema, ainda que haja dias mais difíceis do que outros. O importante é não desistir e recomeçar quantas vezes forem necessárias. Vamos que vamos! :)

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Oscilações #1

Já tive 1.546.853 oscilações de humor desde que a fossa começou até agora. De querer enfiar a minha cara dentro da bolsa e nunca mais tirar ela de lá a querer sumir desta cidade pra ver o mar (porque tô com uma saudade da porra).
Vamos aguardar cenas dos próximos capítulos.
Pra hoje, acho que vou dar um rolê cuzamigo pra não ficar sozínea.
É isso.

Crianças

Às vezes é preciso que uma criança cure as emoções da outra.
Hoje os meus anjinhos me ajudaram a curar um pouco essas feridas aqui que ficaram abertas. Essas emoções exageradas que a gente sente igual. As crianças e eu.
Deve ser por isso que a gente se entende tão bem.  :)  Gratidão!

Recomeçando (again)

Abandono. Rejeição. Crise. Choro. Respira. Choro. Crise. Respira. Pensa. Choro. Choro. Crise. Tristeza. Tristeza.  Choro. Desespero. Choro. Crise. Pensa. Ressignifica. Choro. Etc

(eu conto todos os segundos da minha vida pra isso tudo passar logo. Todos. Todos.
O que fica de lição nisso tudo? Jamais desobedeça a sua psicóloga maravilhosamente fodástica de novo,  Flávia)
Vida que segue. Vamos lá  :(

Pilates como cura pro abandono

Um pouco antes de começar a fazer Pilates eu estava vivendo mais um início de processo depressivo. Eu tinha acabado de pedir alta pro meu psicólogo depois de quatro anos de terapia e, mais uma vez, tentava lidar com o meu relacionamento conturbado, sempre lutando muito para colocar um fim no que já não dava certo há muito tempo.

Eu me lembro que sempre quis fazer Pilates e nunca era possível, por questão de grana mesmo. Então, quando me vi no meio de mais um buraco, eu peguei minhas forças e dei um jeito de apertar minhas contas pra encaixar o Pilates. Fiz alguns cortes e comecei a dar prioridade pra isso.
O que eu não sabia era que, inicialmente vindo para preencher um vazio e uma tristeza na minha alma, o Pilates passou a transbordar. O Pilates passou a ser a minha cura. Desde o meu primeiro dia o Pilates me curou. E até hoje, quase um ano depois, o Pilates me cura todos os dias.

Não tem um dia em que eu não esteja no buraco e que o Pilates não me faça sorrir ou não me devolva o meu sopro de vida.
Tem dia que o Esquema do Abandono é tão forte que me derruba, vou pro chão de uma vez, e o Pilates faz com que eu me encontre e me coloca novamente de pé.

Quando eu estou lá no estúdio, fazendo os exercícios, alongando, eu me sinto presente. Eu me sinto presença. O Pilates me ensinou aquilo que eu ouvia e lia e não conseguia entender: estar no momento presente.

O Pilates mudou a minha alma antes de mudar o meu corpo. Eu passei a me olhar no espelho de tantos ângulos diferentes que eu nunca pensei que fosse capaz de perceber isso em algum momento da minha vida.

O Pilates me ensinou a ser forte, a não desistir, a ver como o meu corpo é especial, como ele é importante, como eu fico feliz quando ele está saudável, como eu sorrio quando ele tá alegre a cada exercício. Eu sinto o meu coração bater, eu sinto o esforço, eu sinto a superação, eu sinto os meus músculos responderem, eu sinto o meu sangue correr pelas minhas veias em liberdade, eu sinto todos os hormônios da felicidade me abraçando, eu sinto a calma: eu me sinto viva.

Nesses onze meses o Pilates foi fundamental para a cura do abandono de mim mesma. Da percepção de mim. Repito: da percepção da minha presença.

A minha alma nunca vai cansar de agradecer ao Senhor, ao universo, aos Orixás, aos meus anjos e a mim mesma por ter feito uma das melhores escolhas da minha vida. Por todo esse amor que inunda o meu peito quando eu dou conta de fazer algum exercício que antes eu não conseguia. Pela plenitude. Pela força. Pelo vigor. Por fazer com que eu me sinta gigante perto dos meus problemas, das minhas limitações, perto das dores que o Esquema do Abandono gera em mim.

Enfim, eu só posso agradecer e sentir a luz inundando tudo. Obrigada, obrigada, obrigada!




quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Sobre o amor

Agora à noite não está sendo um momento fácil. Não de coisa ruim, mas de saudade.

Agorinha, acabei de revisar os votos de casamento de uma grande amiga minha. Vocês nem imaginam o tamanho do meu sorriso em ler cada palavrinha de amor e afeto. Até me emocionei, porque eu sou bem dessas que choram mesmo de doçura com tudo.
Enquanto eu lia os votos, fiquei pensando em várias coisas da minha vida, sabe... nem sei explicar direito.

Aí, agora, eu encontrei um gif representando um dos quadros mais famosos do Klimt, "O Beijo". Diga-se de passagem, meu quadro favorito. *-------* E, diga-se de passagem também, ele está presente na música "Te amo" da Vanessa da Mata. Uma das minhas músicas com o Nego. 

Eu sei que eu não posso ter recaídas, mas às vezes o Nego faz muita, muita, muita falta. Muita mesmo. De um tanto de coisa bonita que a gente viveu, mesmo tendo esse rolê de Esquemas neurais complexos no meio de tudo. Eu sinto muito a falta dele em alguns momentos. Dá vontade de largar tudo, sair correndo e ir lá apertá-lo. Mas eu preciso ser forte, eu sei. Não quero estragar meu tratamento. Mas agora ficou difícil. Mas eu vou resistir.
Eu preciso fazer isso por mim mesma e reconstruir as coisas do meu coração. É isso o que eu tenho pedido pra Deus todos os dias: força e amor.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Pomodorando

Volteiiii!!! E superalegre porque a técnica Pomodoro funcionou mtooo comigo hoje: uhuuu!!!
Foi a primeira vez que a apliquei na minha vida, e fiz tudo direitinho. Fui marcando o tempo e as pausas, tudo cronometrado (eu vou até deixar um link no fim deste post que direciona pra uma página que explica direitinho que técnica é essa e como aplicá-la, viu? :).

Aí tive ótimos resultados, pois fiz praticamente todas as tarefas planejadas pra este dia (falta apenas uma, que vou fazer assim que terminar esta postagem).

A sensação depois de fazer essa experiência não é só de alívio profundo ao ver todos os itens da minha listinha riscados, mas é também uma sensação de paz e calmaria por não ter procrastinado, por não ter tido ansiedade ruim ao longo do dia, por ter conseguido. POR TER CONSEGUIDO!!!

Lembram-se do trabalho de segunda-feira que eu não tinha conseguido fazer? Pois é, está pronto! E fiz com a melhor energia do mundo, com muito cuidado e zelo. Tive outra chance e consegui dar o meu melhor. Estou muito orgulhosa de mim. E preciso agradecer muito à minha amiga que tanto tem me ajudado a sair um pouco do emocional e voltar pra vida prática com mais segurança.

Como eu disse ontem, aprender aos poucos a pedir ajuda tem me ajudado muito na cura. A ver que eu realmente não estou tão abandonada como as minhas emoções acreditam estar. Não, eu não estou sozinha. Eu nunca estive, mas agora eu tenho olhos de ver. :)

No mais, seguem abaixo as fotos pra deixar aqui registrado que eu venci mais um dia com dignidade e força. Graças a Deus! :*

Antes de começar a técnica, na parte da manhã
Depois de aplicar a técnica, já no fim do dia

Links sobre a Técnica Pomodoro:



Mantra #2

"Eu sou forte."


Dia chuvoso e folguinhaaaa

Bonjour!

Hoje resolvi me dar uma folga e ficar em casa. *-* Claro que tenho milhões de coisas pra fazer, mas vou aproveitar essa chuvinha boa e me recompor, voltar pra luz de mim mesma e pra minha calma. :)

No entanto, eu vou precisar lutar arduamente contra a procrastinação. Uma vez eu tinha lido algo sobre a técnica Pomodoro e havia me esquecido. Agorinha minha amiga (a mesma que me ajudou a fazer o outro trabalho ontem à noite s2 ) me lembrou dessa técnica novamente. Vou testá-la hoje pra conseguir fazer minhas coisas e avaliar minha produtividade. Mais tarde eu volto aqui no blog pra contar se deu certo. Uhuu!

Bises :*


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Esperanças do fim do dia

Esperança é uma das coisas mais bonitas que as pessoas podem plantar no coração da gente.
É o que minha psicóloga planta no meu a cada sessão.
É o que uma migona minha plantou hoje me ajudando a fazer outro trabalho e a organizar minha vida pra este restante de semestre.

Caminhar de mãos dadas é muito melhor do que caminhar sozinha. E eu tenho ficado muito feliz por aprender isso aos poucos na minha vida. Por aprender a pedir ajuda.
Tenho agradecido muito aos anjos que me ajudam pelo caminho.
Meu Esqueminha hoje vai dormir feliz, quentinho e desabandonado. Graças a Deus! :*

:)


A esperança é amarela

Agora, pela primeira vez no dia, eu tive vontade de chorar de alegria. Não mais de tristeza.
Eu estou tentando desde ontem fazer o trabalho de uma das minhas professoras favoritas e não consegui. Tentei hoje de manhã, à tarde, e nada. Por fim, antes de ficar mais desesperada ainda do que eu já estava, decidi enviar um e-mail pra ela. Nada muito grande, mas sendo honesta, explicando que eu simplesmente não consegui fazer o trabalho por questões emocionais. Fui sincera. 
Eu pedi a oportunidade de fazê-lo, mesmo que não valesse mais ponto, pois eu queria muito fazer por respeito a ela e também por vencer o bom combate comigo mesma.

Aí, agorinha, olhei meu e-mail e vi sua resposta. Minha alma abriu o maior sorriso do mundo: honestidade ainda tem muito valor nessa vida!
Inicialmente, enquanto eu digitava o e-mail pra ela, eu me sentia fraca. Fracasso é o sentimento que eu senti desde ontem. Eu tive que enfrentá-lo com coragem pra enviar o e-mail pra minha professora. Eu tive que vencer o bom combate, mais um dia, mais um segundo, mais uma vez.

A resposta foi a melhor possível: posso entregar meu trabalho na quarta-feira e não vou perder todos os pontos, apenas alguns, relacionados ao atraso. Além disso, havia mais algumas frases de afeto que me deram força.
Quando eu li o e-mail, eu entendi o poder que a sororidade pode ter na nossa vida.
E eu entendi também, mais uma vez, a força de enfrentar as coisas, pois, como muitas de minhas emoções ainda são um pouco imaturas e precisam ser ressignificadas constantemente, na maioria das vezes a minha vontade é de desaparecer ou de me esconder embaixo das cobertas chorando, até tudo se resolver. E a gente sabe mesmo que não é assim que funciona a vida, né?

Enfim, agora eu tenho a força que preciso pra continuar. Mais um dia foi vencido, apesar das tempestades. Por mais um dia eu me mantive viva. Por mais um dia eu venci as trevas da minha alma.  :)

ps.: é por essas e outras que essa professora está presente no quadro de metas que tenho no meu quarto como um dos exemplos de mulheres que me inspiram. s2

#vamosjuntas 

Mantra #1

"Entrego, aceito, confio e agradeço."


Girassol nublado

Durante toda a minha vida eu estive cercada de pessoas e sempre me via sozinha. Uma parte era porque eu nunca conseguia me abrir verdadeiramente com ninguém,  por isso eu escrevo sem parar desde os meus 10 anos de idade. Eu sempre achei que a escrita fosse uma questão de sobrevivência pra mim,  por isso também decidi criar o blog.

Hoje é um daqueles dias de solidão e de angústia. De não ter conseguido fazer um trabalho da faculdade pra hoje, de querer ir pra casa,  de não querer encarar ninguém,  de não querer conversar e,  ao mesmo tempo,  querer um ombro pra chorar e pra me dar um abraço. Mas hoje é um daqueles dias em que eu não queria existir. Havia muito tempo que eu não tinha essa sensação,  mas hoje ela está aqui comigo: eu não queria estar viva,  aqui,  agora,  passando por tudo isso de novo.  Pela culpa,  pela sensação de fracasso,  pelo vazio, pela rejeição, pela frustração, por todo esse combo interno que me acompanha há tantos anos.

Agora há pouco, enquanto eu almoçava,  me lembrei de umas das coisas que a minha psicóloga me falou na última sessão: eu sou maior que o meu Esquema. Ele não pode ser uma onda gigante me engolindo,  mas às vezes a sensação é exatamente essa. Às vezes eu me sinto afogando sem saber pra onde ir e a quem pedir ajuda. Eu tenho dificuldade em gerar incômodos, em incomodar, em ser chata, resmungona, reclamona. Em ficar justificando tudo o que eu sinto por meio do Esquema. E eu sei que é ele que faz isso tudo comigo.  Eu o conheço há muito tempo,  sabe? E mais do que justificar,  talvez vocês não entendam o quanto é maravilhoso ter nomes pra tudo isso que eu sinto desde pequena. Saber o que gera o combo,  saber quando surge,  por que surge, como ele nasceu. Nomear coisas me coloca de novo no rumo da vida.
Saber que toda essa tormenta se chama Esquema do Abandono me faz procurar saídas para despistá-lo, para encontrar alguma brecha de paz. Algo que ainda tá um pouco difícil de encontrar.

Hoje eu só queria mesmo era ficar em casa e dormir. Não ter que lidar com nada. Nem com a culpa profunda de não ter feito o trabalho nem com mais uma possibilidade de relacionamento despencando ladeira abaixo.
Fazia muito tempo que eu não me sentia assim sendo sugada de novo pro buraco, mas hoje eu me sinto não querendo existir.

Mas eu vou continuar lutando, não  há outro caminho. Porque se eu não continuar caminhando, nunca mais vai haver esperança.

domingo, 2 de outubro de 2016

Saudade e abismo

Sentir saudade às vezes parece um abismo.
É preciso que as minhas asas de borboleta me abracem com muita força pra que eu não caia. Pra que eu não me jogue. Pra que eu possa criar asas também e voar.

Precisamos falar sobre o abandono #1

A sensação do abandono é tão forte em mim que é quase palpável. É como se eu pudesse tocá-lo. É uma presença tão forte que, quando eu olho pra trás, eu percebo que essa presença da ausência sempre fez parte da minha história e das minhas vivências. E continuam fazendo até hoje, infelizmente.

Quando eu decidi criar este blog, não foi para que eu pudesse simplesmente reclamar ou para que algum tipo de sentimento parecido com pena e vitimismo venham à tona. Não, não foi pra isso. Foi pra dar ao abandono um lugar de fuga pra que ele possa me dar um pouquinho de sossego daqui pra frente. Foi pra tentar olhar pro abandono com mais coragem e menos desespero. Foi, principalmente, pra não enlouquecer. 
Foi pra me curar. :)

sábado, 1 de outubro de 2016

A.ban.do.nar

abandono
substantivo masculino
  1. 1.
    ato ou efeito de largar, de sair sem a intenção de voltar; afastamento.

  2. 2.
    falta de amparo ou de assistência; desarrimo.

Semente de girassol

Durante toda a minha vida eu sempre soube o que era ser semente. 
Eu sempre tive uma parte gigante da minha alma mergulhada na escuridão e sentia que toda essa treva era parte das minhas células, das minhas glândulas, dos meus órgãos, do meu cérebro. Hoje eu sei que um boa parte dela de fato faz parte do que eu sou, é meu, sou eu. Cresceu comigo, me deu a mão em todos esses 28 anos de vida e, agora que eu consigo dar nome pra todos os meus fantasmas, eu estou lutando como nunca lutei antes para que eles encontrem sossego, adormeçam e me deixem tentar viver a minha vida em paz.

Durante toda a minha vida eu soube o que era ser semente. Ficar um tempão da escuridão buscando forças pra perfurar a terra com as minhas raízes em direção à luz. E fracassar. Fracassar muito. Setenta vezes sete vezes eu fracassei.
E agora eu tenho me esforçado com todas as minhas forças pra virar o girassol mais bonito do mundo. Eu preciso e mereço sentir a força do sol entrando na minha alma. Eu preciso girar meu coração de volta pra luz que me gerou.