Eu não sei como vocês se sentem quando são rejeitados ou quando um amor não dá certo, mas eu posso dizer como eu sempre me senti a vida inteira: com vontade de morrer.
No sábado passado, como eu contei rapidamente aqui, fui no casamento de uma amiga minha, e isso me ajudou a ressignificar algumas noções importantes que estavam quebradas em mim por inúmeras razões que envolvem minhas crenças péssimas sobre relacionamentos, as construções dos meus Esquemas, as minhas vivências afetivas, a formação da minha personalidade no meio do caos e várias outras coisas que estou, bravamente, tentando quebrar e reconstruir comigo mesma.
Por que eu estou falando sobre isso? Porque hoje eu precisei enviar uma mensagem pra pessoa com a qual eu estava me relacionando há quase um mês. Precisei cancelar nossas aulas. Não expliquei o motivo, mas a verdade mesmo é que minha saúde emocional fragilizada ainda não me permite ficar perto dele sem querê-lo por completo ou sem ficar triste por não ter dado certo. Ainda mais sendo ele o homem que é.
Conversar com ele hoje me abalou um pouco, porque eu esperava que me respondesse fria e curtamente pra que isso tudo terminasse logo, mas, para a minha surpresa (e desespero), ele foi a mesma pessoa maravilhosa de sempre. Eu não aguentei: desabei na hora. Chorei. Ainda estou um pouco triste, porque eu me pergunto quando é que essa coisa toda de amor um dia vai ser possível pra mim. E porque na minha cabeça eu sei que estou perdendo uma pessoa ótima, mas que não pode ser pra dar certo comigo, porque às vezes a vida é assim mesmo.
Eu queria poder falar pra ele tudo o que eu senti nesse tempo em que estivemos juntos e o tanto de enfrentamento que eu fiz pra estar inteira a cada dia ao lado dele. Ainda que tenham sido poucos dias, por pouco tempo. Mas eu fiz o meu melhor pra mim mesma. Eu fiz o bom combate. E mesmo que a minha emoção insista em dizer que eu perdi, uma parte consciente de mim está orgulhosa pela minha coragem. Até mesmo por ter desobedecido à minha psicóloga maravilhosa por acreditar que o amor pudesse ser possível de novo dentro de mim.
Essa mesma parte consciente me diz que eu dei o meu melhor e que foi muito, foi importante. E que está ainda mais orgulhosa por ter terminado com tudo assim que percebi que as coisas já não estavam indo bem. A percepção de que eu não estava mais me sentindo entusiasmada com os nossos dias veio rápido e, com uma semana e meia! Eu respirei fundo, chamei ele pra conversar e terminamos. Partiu de mim. Com uma semana e meia. Tempo recorde pra eu tomar coragem pra fazer isso. Uma vitória, que eu não tinha tido tempo ainda de perceber o quão grande ela é.
Essa mesma parte consciente me diz que eu dei o meu melhor e que foi muito, foi importante. E que está ainda mais orgulhosa por ter terminado com tudo assim que percebi que as coisas já não estavam indo bem. A percepção de que eu não estava mais me sentindo entusiasmada com os nossos dias veio rápido e, com uma semana e meia! Eu respirei fundo, chamei ele pra conversar e terminamos. Partiu de mim. Com uma semana e meia. Tempo recorde pra eu tomar coragem pra fazer isso. Uma vitória, que eu não tinha tido tempo ainda de perceber o quão grande ela é.
Logo após isso eu tombei, fui pro chão de novo. Entre oscilações de depressão, ansiedade, caos, eu busquei, mais uma vez, sobreviver à rejeição. Àquilo que não é pra ser. Busquei a sobrevivência em perguntar chorando, angustiada, mais uma vez, pro Senhor: "Meu Deus, quando vai dar certo? Eu tenho merecido isso tudo há tanto tempo. Por que vai tirar de mim de novo?". E eu mergulhei de novo na minha boa e velha escuridão.
Porém, dessa vez havia diferenças significativas:
Porém, dessa vez havia diferenças significativas:
1. As crises de ansiedade foram drasticamente menores. Acho que relacionadas ao término, tive apenas duas. Tive mesmo foi muita tristeza, mas percebi que, finalmente, eu estava aprendendo a viver o luto de verdade.
2. Fiz absolutamente tudo o que eu podia pra ficar bem. Tudo mesmo. Juntei meditação com Yoga com Pilates com tapping com tudo. Clamei por socorro, desabafei, contei pros meus amigos como eu me sentia; pela primeira vez eu compartilhei a minha dor. Eu chorei na frente de alguém, demonstrei fraqueza e fui tentando me curar. Eu lutei como nunca tinha lutado antes pra ficar bem. E vou continuar lutando.
Hoje, como tive contato com ele, o gatilho da tristeza foi ativado, não teve jeito. Mas eu preciso muito que você saiba, Esquema do Abandono, que a gente precisa fazer as pazes, a gente precisa perceber que não tem abandono nenhum se nos damos as mãos. Se você aprende a não me massacrar pelos meus erros e eu aprendo a te aceitar.
Eu sei que ainda tá difícil, Esqueminha, que estamos apavorados, que ainda temos dificuldades em lidar com a rejeição, com a dor da falta, que a gente não consegue entender direito essa depressão forte que se assola sobre nós, esses choros compulsivos que me acompanham desde os iniciais anos de vida. Eu sei, meu bem, que tá pesado, sempre foi duro demais. Mas eu tenho, principalmente, uma certeza absurda de que não há outro caminho de cura pra nós que não seja o amor.
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