Os domingos têm sido difíceis pra mim.
Hoje, mais uma vez, passei o domingo inteiro dormindo e rolando de um lado pro outro na cama. Não fiz nada da faculdade, absolutamente nada.
No fim da tarde saí com dois amigos meus pra tomar açaí e foi só colocar os pés em casa de novo que a crise veio. O choro, o soluço, a depressão, a sensação de fracasso, o desespero.
Nisso, um outro amigo meu me chamou no WhatsApp pra saber como eu estava, pois na sexta-feira avisei geral na rede social que não estava bem (eu realmente estou aprendendo a pedir ajuda, a pedir colo pros meus amigos ao invés de apenas oferecer).
Então, hoje, no meio de mais uma crise de ansiedade, eu me abri. Desabafei, falei como me sinto sobre a vida, sobre as coisas, sobre a ansiedade, sobre o medo, sobre tudo, sobre a falta, sobre os amores que sempre dão errado, sobre a minha dificuldade em lidar com a frustração, sobre o desespero, sobre tudo. Chorei e abri meu coração. Pra minha surpresa, somos muito parecidos emocionalmente, mais do que imaginávamos. Isso gerou ainda mais intimidade pra nossa relação, quem diria, né?
Lutar contra o Esquema, contra essa depressão e desânimo que me invade de vez em quando, tem sido uma surpresa. Tem sido um dos maiores desafios da minha vida. Eu tenho caído e me escorado pra me levantar. Em alguns momentos eu acho que não vou conseguir, mas aí eu vou me escorando na parede pra me levantar de novo. Eu converso com o meu corpo e vou falando pra ele que vai passar, que ele é forte e vai aguentar bravamente, como ele tem feito desde quando eu nasci.
No fim das contas, meu amigo e eu nos redescobrimos. Ter angústias em comum também é um jeito de nos sentirmos humanos e preenchidos. É deixar o abandono um pouco menor. Ele me ajudou muito, muito mesmo. Eu nem sei como agradecer a Deus pelos amigos que eu tenho. Por todo esse amor. Gratidão profunda.
Agora vamos ali lidar com a culpa gerada pela procrastinação e pelo caos. Que Deus me ajude.
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