sábado, 8 de outubro de 2016

Yoga como agente de cura pro abandono

Eu comecei a fazer Yoga em julho, nas férias da faculdade. 
Mas nunca fui muito assídua, fazia alguns dias, aí parava, aí fazia de novo, parava e foi assim. Acho que em setembro eu quase não fiz, e agora, neste mês, eu voltei a praticar.

A minha professora incrível se chama Priscila Leite. Ela tem um canal no Youtube, e eu faço as aulas on-line, assistindo aos vídeos do seu canal. E eu preciso dizer que a existência da Pri é um presente divino, porque as aulas dela, desde o início, têm mudado muitas coisas em mim, inclusive me ajudando muito no Pilates.
Desde que comecei a praticar Yoga, minha consciência e concentração no Pilates melhoram muito. Minha respiração melhorou, e consigo também me sentir presente durante a prática. Consigo me sentir inteira, consigo me sentir calma e concentrada.

Inicialmente, para lidar com a frustração, eu me propus a fazer apenas 10 minutinhos por dia de Yoga. Aí, eu ia assistindo aos vídeos da Pri aos poucos. Às vezes levava uma semana num vídeo só, até finalizá-lo. Depois eu descobri um vídeo de Yoga restaurativa e fiz durante muito tempo apenas esse vídeo, um pouco para me acalmar e me restaurar energeticamente mesmo, mas também porque estava com um pouco de preguiça de fazer as asanas (geralmente faço Yoga à noite, antes de dormir). O importante era que eu estava fazendo.

Agora, desta semana pra cá, eu voltei pro Yoga com mais dedicação. Nesta semana, duas vezes, eu fiz 40 minutos de prática, coisa que nunca tinha acontecido. Aos pouquinhos eu já estava fazendo uns 15, 20 minutos nos dias em que eu praticava, já aumentando um pouco o tempo estabelecido inicialmente.

As coisas que mais tenho aprendido com o Yoga é sobre limites, sobre estar presente e sobre não desistir.
Sobre respeitar os nossos próprios limites, não só do corpo, mas da mente, do espírito. Porque às vezes nós somos tão competitivos e queremos ultrapassar nossos limites o tempo todo que não respeitamos o que o nosso corpo e as nossas emoções têm pra nos dizer.

Sobre estar presente, porque à medida que vou fazendo as asanas, até os incômodos posturais e musculares nos fazem focar no presente. É algo que tenho aprendido com o Pilates também: a dor nos colocar no momento presente, faz com que estejamos aqui e agora. E talvez essa seja uma das mais bonitas metáforas que eu posso tirar de tudo isso que tenho passado nos últimos tempos, sobre a minha luta. Do ponto em que a dor pode ser minha amiga.

Sobre não desistir, porque eu percebi que o que importa não são os dias em que não pratico Yoga, mas todas as vezes em que eu volto pra prática. Não são os dias em que eu não faço, mas são os dias em que não desisto e insisto e respiro e devolvo o Yoga pra minha vida como o meu presente divino. Meu fôlego diário.

O Yoga também faz com que eu seja presença pra mim mesma, ajudando a superar o abandono. Acho que aos poucos eu estou encontrando caminhos bons pra lidar com o meu Esquema, ainda que haja dias mais difíceis do que outros. O importante é não desistir e recomeçar quantas vezes forem necessárias. Vamos que vamos! :)

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